{"id":461,"date":"2011-08-10T16:35:37","date_gmt":"2011-08-10T19:35:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontramogidascruzes.com.br\/noticias\/?p=461"},"modified":"2013-08-13T16:52:09","modified_gmt":"2013-08-13T19:52:09","slug":"industrias-preveem-demissoes-%e2%80%8eem-mogi-das-cruzes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontramogidascruzes.com.br\/noticias\/industrias-preveem-demissoes-%e2%80%8eem-mogi-das-cruzes\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastrias preveem demiss\u00f5es \u200eem Mogi das Cruzes"},"content":{"rendered":"<p>Respons\u00e1vel por 20% do Produto Interno Bruto (PIB) e segundo maior empregador brasileiro (o primeiro \u00e9 a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os), o setor industrial j\u00e1 aponta para demiss\u00f5es, a curto e m\u00e9dio prazo, em decorr\u00eancia da mais nova crise econ\u00f4mica gerada pela quebra de confian\u00e7a com os Estados Unidos, o maior mercado mundial. Esse risco s\u00f3 ser\u00e1 afastado, acredita a dire\u00e7\u00e3o regional do Centro das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Ciesp), diante de uma mudan\u00e7a na pol\u00edtica cambial brasileira. Caso contr\u00e1rio, o processo de desindustrializa\u00e7\u00e3o j\u00e1 em curso tende a se agravar e o parque industrial do Alto Tiet\u00ea \u2013 formado por 1.800 empresas e cerca de 75 mil trabalhadores \u2013 poder\u00e1 ser seriamente afetado. No com\u00e9rcio, os reflexos ainda n\u00e3o foram sentidos, mas os empres\u00e1rios do setor tamb\u00e9m est\u00e3o temerosos e consideram que a queda nas vendas \u00e9 quase inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p>O diretor do Ciesp Alto Tiet\u00ea, Milton Sobrosa Cordeiro, disse que diferentemente de 2008, quando o que se viu foi uma bolha financeira dos bancos, a atual crise \u00e9 gerada pela desconfian\u00e7a de que os Estados Unidos poder\u00e3o n\u00e3o pagar seus compromissos. Essa quebra de confian\u00e7a, no entanto, acontece num momento em que a ind\u00fastria brasileira j\u00e1 est\u00e1 com a sua competitividade comprometida pelo c\u00e2mbio, que tem gerado o acr\u00e9scimo das importa\u00e7\u00f5es numa velocidade muito acima das exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Com o c\u00e2mbio favor\u00e1vel e a queda mundial de produ\u00e7\u00e3o, a ind\u00fastria passou a ver o Brasil como um excelente mercado. Por isso, se n\u00e3o for mexido rapidamente na pol\u00edtica cambial, a tend\u00eancia \u00e9 de que mais importados entrem no mercado brasileiro e a situa\u00e7\u00e3o vai se agravar muito. Se n\u00e3o for mexido no c\u00e2mbio, a ind\u00fastria ter\u00e1 problemas s\u00e9rios e a empregabilidade ser\u00e1 comprometida&#8221;, afirma Sobrosa.<\/p>\n<p>Para Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metal\u00fargicos de S\u00e3o Paulo e guia da cidade Mogi das Cruzes, categoria que responde pelo maior n\u00famero de trabalhadores da ind\u00fastria local &#8211; cerca de 12 mil s\u00f3 na Regi\u00e3o de Mogi -, n\u00e3o h\u00e1 motivos para os patr\u00f5es brasileiros pensarem em corte de sal\u00e1rios ou demiss\u00f5es. Pelo contr\u00e1rio, ele defende que os trabalhadores fiquem junto aos empres\u00e1rios para combater a desindustrializa\u00e7\u00e3o e o aumento desenfreado de impostos investindo, consequentemente, no mercado interno.<\/p>\n<p>&#8220;Se a ind\u00fastria insistir em demiss\u00e3o, n\u00f3s vamos enfrentar&#8221;, avisa o sindicalista.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o do representante dos metal\u00fargicos, o cen\u00e1rio global atual \u00e9 um reflexo da crise de 2008 e, por isso mesmo, o Brasil tem capacidade de passar ileso. &#8220;S\u00f3 sa\u00edmos da crise de 2008 porque o governo manteve o aumento real dos sal\u00e1rios do trabalhador e o reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo, incentivando o consumo interno. O Mantega (ministro da Fazenda) parece que n\u00e3o est\u00e1 aprendendo com a hist\u00f3ria e age como patr\u00e3o que, numa crise, manda embora ou corta sal\u00e1rio. Se o Brasil fizer isso, vamos ficar pior do que eles (Estados Unidos e pa\u00edses europeus). O que \u00e9 preciso \u00e9 o consumidor comprar porque da\u00ed ele movimenta o com\u00e9rcio, que demanda a ind\u00fastria, que gera emprego&#8221;, ressalta Torres.<\/p>\n<p>Professor de Gest\u00e3o de Pol\u00edticas P\u00fablicas da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), o suzanense Eduardo Caldas tamb\u00e9m acredita que a melhor maneira do Brasil remar contra a mar\u00e9 e n\u00e3o ser t\u00e3o afetado pela atual crise \u00e9 repetir a estrat\u00e9gia de 2008: reduzir a taxa de juros, desvalorizar o c\u00e2mbio, substituir as importa\u00e7\u00f5es e estimular o consumo interno, aproveitando principalmente o aumento da classe m\u00e9dia brasileira e a possibilidade de consumo em massa.<\/p>\n<p>Segundo Caldas, essa estrat\u00e9gia surtiu resultado positivo em 2008, durante a outra crise econ\u00f4mica mundial, e \u00e9 a melhor alternativa para o Brasil, que tem pouca representatividade no cen\u00e1rio internacional. &#8220;O fluxo de com\u00e9rcio internacional brasileiro n\u00e3o chega a 0,2%. \u00c9 muito baixo e a principal pauta de exporta\u00e7\u00e3o s\u00e3o os commodities. Enquanto o Brasil tiver \u00e1gua e pedra, nada muda. Para o restante, n\u00e3o vejo nenhuma estrat\u00e9gia desenvolvimentista do governo, portanto, o maior mercado est\u00e1 no Brasil mesmo&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>Ele pondera, no entanto, que as recentes declara\u00e7\u00f5es da presidente Dilma Rousseff (PT) e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, indicam que apesar do Brasil ter agido sempre com a estrat\u00e9gia acima, o atual governo adotar\u00e1 uma atitude antag\u00f4nica, com uma pol\u00edtica de juros altos para reduzir o consumo. &#8220;Diferente do que eu gostaria, a presidente quer colocar um freio no consumo o que \u00e9 uma postura contr\u00e1ria \u00e0 trajet\u00f3ria dela, de um olhar mais desenvolvimentista&#8221;, opina o professor, ao colocar que, pelo capitalismo, acredita que a pol\u00edtica econ\u00f4mica \u00e9 antic\u00edclica, ou seja, vive de ciclos de expans\u00e3o, desaquecimento e de depress\u00e3o. &#8220;Tivemos um ciclo de expans\u00e3o, depois de desaquecimento e agora estamos na depress\u00e3o, com redu\u00e7\u00e3o do consumo, do crescimento e do PIB. Como o Brasil vai passar por essa nova crise depender\u00e1 do caminho que o governo vai adotar. Incentivar o consumo interno ou, diferente do que eu gostaria, reduzir o consumo&#8221;, completa.<\/p>\n<p>A presidente interina da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), T\u00e2nia Fukusen, pondera que o com\u00e9rcio \u00e9 o \u00faltimo setor da cadeia produtiva a sentir os reflexos de uma crise, mas ela adianta que a preocupa\u00e7\u00e3o existe e j\u00e1 come\u00e7ou a demandar, inclusive, a realiza\u00e7\u00e3o de palestras e cursos com especialistas para orientar os empres\u00e1rios mogianos sobre os grandes investimentos, assim como os de longo prazo. &#8220;Estamos com o p\u00e9 atr\u00e1s. Por enquanto, estamos com boas perspectivas de vendas para o Dia dos Pais, mas tudo indica que o consumo sofrer\u00e1 uma retra\u00e7\u00e3o e isso vai depender muito do impacto nas ind\u00fastrias, em especial, das multinacionais&#8221;, diz.<\/p>\n<p>A atual crise econ\u00f4mica mundial eclodiu na \u00faltima semana, depois que a nota de cr\u00e9dito dos Estados Unidos foi rebaixada \u2013 o chamado rating \u2013 mas a situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 era preocupante em raz\u00e3o do n\u00edvel do montante das d\u00edvidas da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia. O cen\u00e1rio global \u00e9 de risco de uma onda de defaults, guerra cambial e acirramento do protecionismo comercial. Por\u00e9m, ao contr\u00e1rio de 2008, quando houve quebra de bancos e congelamento de cr\u00e9ditos, especialistas brasileiros acreditam que a crise atual \u00e9 bem menor e se resume principalmente ao medo de uma recess\u00e3o mundial.<\/p>\n<p><em>Fonte: O Di\u00e1rio<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Respons\u00e1vel por 20% do Produto Interno Bruto (PIB) e segundo maior empregador brasileiro (o primeiro \u00e9 a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os), o setor industrial j\u00e1 aponta para demiss\u00f5es, a curto e m\u00e9dio prazo, em decorr\u00eancia da mais nova crise econ\u00f4mica gerada pela quebra de confian\u00e7a com os Estados Unidos, o maior mercado mundial. Esse risco s\u00f3 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-461","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-mogi-das-cruzes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.encontramogidascruzes.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/461","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.encontramogidascruzes.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.encontramogidascruzes.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontramogidascruzes.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontramogidascruzes.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=461"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.encontramogidascruzes.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/461\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.encontramogidascruzes.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=461"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontramogidascruzes.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=461"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontramogidascruzes.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=461"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}